Acentuo o depoimento nos autos investigativos instaurados pelo Ministério Público no PIC n.º 005/2012 em curso na Vara de Inquéritos de Vitória e acessível a QUALQUER CIDADÃO (fls. 519-521).

Esta publicação visa assegurar a TODOS os interessados em conhecer o andamento dos trabalhos investigativos, eis que assegurados pela Constituição Federal o direito de informação, o que no curso da existência da organização religiosa conhecida como ICM-PES NUNCA nos foi outorgado.

Importante acentuar que dito chefe religioso esteve em duas oportunidades na presença dos membros do Ministério Público: na primeira ele lançou mão do  direito constitucional de permanecer calado e falar em juízo; porém, na segunda oportunidade e na condição de recluso preventivamente, falou de forma lacônica, mas nos deu amostra de seu caráter dissimulador. Lembrou-me certo presidente…

Mais: apostasia, avareza desmedida, balcões de negócios, caixa dois, caixa único, crianças molestadas, desestruturação familiar, destruição de provas, desvio de ofertas voluntárias, discriminação, enriquecimento ilícito, espantalhos, estelionato religioso, fábricas de notas frias, falta de regimento interno, falta de transparência, filhos enganados, fraudes contábeis, imposição do medo, instigação do ódio religioso, má formação doutrinária e ética dos membros do presbitério, manobras de cartório, mantras maranáticos, mentiras, meias-solas-laranjas, negócios nebulosos, organização criminosa, quadrilhas, perseguição religiosa, profetadas, remendos em declaração de imposto de renda, repetição das mentiras para não esquecerem que mentiram, saques de dinheiro com cartão sem limites, traição… e até espaços em cemitério.

Por incrível que pareça  a iniquidade permanece. A Sociedade reclama. Cada membro da elite icemita mergulhou no poço de iniquidades. E o fedor sobe… Eles estão sem limites. Eu DENUNCIEI. Fizeram da Maranata um campo de enriquecimento fácil e ilícito. O gedeltismo nos traiu. O monarca religioso desceu do palanque e certo menino disse: o rei está nu!!! Quanto mais o Ministério Público investiga, mais aparece para investigar…

TERMO DE DECLARAÇÕES

Aos 19 (dezenove) dias do mês de março do ano de 2013 (dois mil e treze), na sede do GETPEJ: Grupo Especial de Trabalho em Persecução Penal dos Crimes Dolosos Contra a Vida e de Auxílio aos Promotores de Justiça das Varas Criminais do Tribunal do Júri, situado na Rua Cel. Marcarenhas, nº 100, bairro Prainha, Vila Velha, E. Santo, onde estão sendo executados os atos relativos ao PIC/GAECO/Nº 011/2013, e onde se encontravam presentes os Promotores de Justiça OTÁVIO GUIMARÃES DE FREITAS GAZIR, PAULO PANARO FIGUEIRA FILHO e JERSON RAMOS DE SOUZA, integrantes do GETPEJ, compareceu: GEDELTI VICTALINO TEIXEIRA GUEIROS, brasileiro, casado, aposentado, natural de Bom Jesus do Itabapoana/RJ, nascido em 19/11/1931, filho de Abílio Teixeira Gueiros e Sarah Victalino Gueiros, RG 63.128/SESP/ES, CPF 014.512.197-68, residente na Rua Sergipe, nº 89, Edifício Cantalamares, apto. 1002, bairro Praia da Costa, município de Vila Velha/ES, Tel. (27) 3329-6282. Presente ainda a Advogada BÁRBARA VALENTIM GOULART, inscrita na OAB/ES 10.633, bem como SÉRGIO CARLOS DE SOUZA, OAB/ES 5.462. Ouvido na qualidade de investigado foi garantido ao depoente o direito de ter acesso aos seus advogados e por eles entrevistados. Foi garantido ao depoente o direito ao silêncio conforme previsto no artigo 186 do CPPB. Assim, ao seu inquirido pelos Promotores respondeu: QUE, é membro da então conhecia atualmente como ICM; Que, pertence à mesma há cerca de 45 anos; QUE, o primeiro grupo de fundadores de ICM, pertencia à Igreja Presbiteriana; QUE, o depoente é membro do segundo grupo de fundadores que estabeleceu em Vila Velha; QUE, atualmente é pastor do ICM; QUE é pastor intinerante; QUE, foi notificado para prestar depoimento na sexta feira passada por volta de 15h30; QUE, se encontra em prisão domiciliar por conta de ordem judicial; QUE, para chegar até o local de seu depoimento, veio no carro de sua advogada escoltada por viatura da PM/ES; QUE, antes de chegar ao local de seu depoimento não passou pelo IML com fim de realizar exames de lesões corporais; QUE, não foi solicitado pelos policiais que iriam fazer a escolta que antes passagem pelo IML; QUE, por ser pastor é considerado líder espiritual mas não se considera líder administrativo porquê o volume de propriedades e de atividades da ICM conduz a que hajam gestores e ordenadores de despesas para tanto; QUE quanto à afirmação de que sem o aval do declarante nada ocorreria na ICM, isto não é verdadeiro, dado que, por exemplo, na compra de um imóvel para atividades da igreja uma comissão decide se compra ou não e o ordenador de despesa executa a compra; QUE a ICM é extremamente organizada, que nada ocorre sem o devido procedimento; QUE o declarante não tem “voz prevalecente” pois sua palavra vale tanto quanto à dos demais; Que não é verdade que as decisões da ICM são centralizadas na pessoa do declarante; QUE o declarante acompanha as atividades da Igreja em geral, mas não sabe de tudo que nela se passa; QUE a contratação de advogados ocorre através do setor jurídico da ICM, que faz algum tempo era dirigida pela pessoas MARIO MORAIS e este deixou já contratado advogados que atuam até a presente data; QUE como foi afastado não se envolveu com mais nada; QUE a contratação de advogados é coisa mais complicada do mundo pois cada um tem a sua especialidade; QUE há vários bons advogados hoje atuando para a ICM, entre os quais incluem o Dr. Varela, Drª Bárbara, Dr. Rodrigo e outros; inclusive o Dr. Homero Mafra que já atuou; QUE não sabe quem atualmente gerencia a contratação de advogados; Que dependendo do caso o advogado atua com maior ou menor independência, QUE houve o encaminhamento ao Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), protocolado, de notícia de irregularidade supostamente praticadas por integrantes da ICM em prejuízo da Igreja; os quais encontram-se no PIC/MPES 005/2012; QUE MARIO MORAIS nada fez com os documentos que obteve na investigação interna, mas a ICM os encaminhou ao MPES; QUE o declarante moveu apenas uma única ação judicial contra a pessoa do LUCAS AVILA, eis que este cidadão ofendeu a honra do declarante e do sogro do declarante; QUE LUCAS afirmou que o sogro do declarante de nome MANOEL DOS PASSOS BARROS, tinha uma amante, inclusive indicando o nome desta; QUE LUCAS disse ainda que o declarante tinha casa em MIAMI e que tinha 02 (dois) filhos fora do casamento, o que não é verdade; QUE LUCAS vendeu esquema de pirâmides de contêineres usando a condição de membro da ICM e não pagava os juros prometidos nem devolvia o dinheiro, depois, inclusive fugindo para os Estados Unidos da América; QUE FERNANDO ATAHYDE será processado porque mentiu em suas declarações e não o fez até a presente data porquê FERNANDO está doente; QUE as ações aforadas antes do afastamento do depoente foram ajuizadas por decisões do conselho presbitério; QUE este conselho era composto por MARCELO FERREIRA, DINIZ CIPRESTE, ALEXANDRE BRASIL, REANTO DUGUAY, ADAISO e LUIS EUGÊNIO; QUE as ações posteriores o declarante acredita que haviam sido decididas antes; QUE ações judiciais posteriores ao afastamento do declarante podem ser consequência de decisões tomadas antes do afastamento mas meramente executadas posteriormente; QUE o declarante não se sente alvo de uma retaliação ou cruzada moral ou religiosa, e que não concorda com os termos da NOTA OFICIAL publicada no Caderno Cidade do Jornal A GAZETA, Vitória-ES, pag. 07 de 13/03/2013, no que se refere à haver perseguição; QUE não foi o declarante quem mandou efetuar tal publicação; QUE PICCONI é amigo do declarante, e PICCONI é pastor da ICM em Belo Horizonte; QUE perguntado sobre seu pedido a PICCONI que atuasse para resolver problemas da ICM no Espírito Santo, respondeu o declarante que a PICCONI e as outras pessoas entre elas o juiz federal de nome ALEXANDRE LARANJEIRA e outros 02 (dois) advogados começaram a trabalhar para modificar os estatutos da ICM no aspecto administrativos; QUE não pediu a PICCONI que interviesse para ajudar o declarante em processos judiciais ou outros; QUE se alguém fez isto está errado, e não é próprio dos fiéis da ICM; QUE qualquer um membro da ICM pode agir para defesa da ICM, mas que PICCONI fez algo errado não o fez a mando do declarante; QUE não está correta qualquer intimidação de autoridade pública; QUE o membro da ICM não tem o direito de saber o montante que existe na organização em sua totalidade, mas unicamente em sua região. QUE o declarante durante o período em que esteve nesta data no órgão Ministério Público estadual, não sofreu qualquer tipo de constrangimento físico ou moral, não estando com nenhuma lesão corporal, sendo que gostaria de retornar a sua residência onde se encontra detido por ordem judicial no veículo de sua advogada Dra. Barbara, com a escolta da PM/ES, não havendo nenhuma necessidade de passar no IML para exames físicos de praxe para constatação de lesões corporais. QUE, o declarante nunca esteve com as pessoas mencionadas neste PIC; QUE, nunca mandou recado para as referidas pessoas nem tão pouco quer contato com os mesmos, exceto se eles precisarem do depoente na qualidade pastor em algum momento difícil da vida deles, e se houver autorização das autoridades competentes; QUE o depoente está à inteira disposição das autoridades competentes para novas declarações; Que nada mais tem a declarar; Que nada mais disse nem lhe foi perguntado, dando-se por encerrado e firmado o presente.

OTÁVIO GUIMARÃES DE FREITAS GAZIR

Promotor de Justiça,

PAULO PANARO F. FILHO

Promotor de Justiça

JERSON RAMOS DE SOUZA

Promotor de Justiça

GEDELTI VICTALINO TEIXEIRA GUEIROS

Declarante

BÁRBARA VALENTIM GOULART

Advogada

SÉRGIO CARLOS DE SOUZA

Advogado

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NOTAS

Aqui não é lugar para calúnias e difamações. Discutimos doutrinas e ideias.

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