Caso de antigo costume de homenagear as pessoas mortas ou vivas, como é o desejo do padre Fiodor Koniukhov da Igreja Ortodoxa Russa. Ele quer erigir no sopé do Evereste uma cruz reverente em memória de todos os alpinistas mortos na conquista dessa montanha.

De autoria do escultor grego Iannis Zavoudakis, radicado no Espírito Santo, a Cruz Reverente é feita de aço, com forma curvilínea, assentada em base de concreto armado. No alto, há uma pomba branca, simbolizando o Espírito Santo. Fica em Vitória e esta peça é conhecida como Monumento à Visita do Papa João Paulo II em 1989. O monumento foi inaugurado depois deste evento.

Nada contra homenagear as pessoas. Onde alguém foi atropelado e morto é costume colocar uma cruz, como aparecem às margens das centenas de estradas no País. Milhares, milhares de cruzes…

Mas falar de cruz reverente é lembrar expressões comuns entre cristãos ortodoxos, gregos ou russos. E assim, considero algo interessante.

Na tradição cristã aparece a expressão “carregar a cruz” (gr. stauron bastazein). E ficamos impregnados com o que aconteceu a Jesus desde o pátio da condenação, debaixo de flagelos, até o Calvário em Sua paixão e sofrimento vicário. Jerusalém, cidade sanguinária que mata profetas!

Nesse Calvário de angústias indescritíveis eis o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo… morto por mãos de ímpios”.  Mas a cruz cede lugar a algo essencial, imutável e irresistível: a ressurreição!

No nosso caso o desfile acontecerá na Enseada do Suá. Em chegada a hora ali aparece o ilustre religioso que receberá homenagens as mais diversas. O espaço imediatamente recebe o seu nome e pouco depois o escultor, preso à cultura e tradição religiosa, o homenageia com a Cruz Reverente.

O escultor concebe a escultura para nada lembrar dor e sofrimento.

Ilustre é o homem, não o Redentor. O homem passa a ser exaltado e o Redentor diminuído. A obra do homem passa a ser lembrada e a “obra de Deus” ignorada. O homenageado já morreu; mas a Cruz continua em sua homenagem. Inclinada e reverente. Quanta gente esteve ali fazendo shows que nada lembra a Cruz e o Redentor dos Povos. Nem homenagem, nem reverência.

O tempo passa e agora é a vez de outro religioso no último desfile. Os procedimentos investigativos do Ministério Público esquadrinham os crimes das quadrilhas organizadas a partir da elite e ele não dá sinais de arrependimento ou transparência. Nem de humildade. O poço de iniquidades está aberto, a imundície da banda podre começa a ser exibida e o ninho está sujo. O monarca explode de raiva: TÁ TUDO CERTOOOOO!!!

O estranho empurra o ilustre religioso para o desfile final. Maquiagem nas circunstâncias. Por mais coerente e histórico o desfile deveria ser na Prainha, em Vila Velha, espaço imenso, de fácil acesso, cidade onde nasceu a Obra revelada que veio da eternidade… da Toca limitada por um canal nauseabundo.

Mas não! Este que procura homenagens quer desfilar no espaço de outro, atrair a atenção para si e para a filha implodida, como se quisesse juntar os pedaços dela. Vestido a caráter:  camisa vermelha, gravata vermelha e terno vermelho e na cabeça emblemático turbante vermelho onde se lê: a quarta trombeta vai tocar.

Porque o vermelho? Da parte da marqueteira alguém havia explicado que é o misticismo do fio de escarlate que estava na casa de Raabe e depois foi parar na boca da Sulamita. Quê?! Mas fiquei sem entender…

Maquiado de ostentação e superioridade ele despreza as investigações oficiais e especialmente o Jornal A GAZETA. Ele se prepara para arrostar delegados, juízes, promotores, a Sociedade e as igrejas e os oponentes piores: os retirantes.

O estranho o empurra às maquiagens, como benfeitor, desbravador da Obra revelada enfrentando denominações opostas e religiões satanizadas. Ele quer ser filmado e fotografado no lugar onde a Cruz Reverente se inclina em adoração à criatura. Aço frio encarando o coração frio. Desfigurado

Então, arrisquei:

– Mas é menina ou menino? filha ou filho? igreja ou o quê? Dá pra explicar?

– Nem evangélica, nem pentecostal, nem protestante. Nada disto! A Obra é filho único. A Obra filho de Davi. Estamos falando da menina revelada, a igreja fiel. A menina filha de Jairo não morreu… mas foi ressuscitada pelo filho de Davi. A menina está aqui, cercada de atenção e coberta pelo fio de escarlate. Este fio está nas gravatas desses meias-sol…. ops, desses sacerdotes da Obra que ministram neste tabernáculo erguido aos olhos do Grande Arquiteto do Universo.

– Mas filha de Davi ou filha do Jairo? Não dá pra entender…

– Gente fora do corpo é ignorante e nunca nos entende. A Obra está fora de palavras, é fermento na massa, é mistério, é segredo que veio da eternidade. A Obra mudou o coração da igreja e mostrou o rumo da eternidade. Quem me dera que o Brasil aceitasse a Obra!!!

– Mas ao falar de ministrar no tabernáculo, digo que os sacerdotes da Primeira Aliança se vestiam de branco. Nada de calça preta, camisa branca e gravata vermelha. Como entender essa mudança no vestuário dos sacertodes desta Obra?

– Claro! Caído não entende Obra porque está fora do corpo. Esta vestimenta ossorrevelô e a gravata vermelha é o sinal para o inimigo da Obra: aqui o clamor funciona.

– Mas se o plano do desfile é evangelização, porque não falar do amor de Deus? Não seria mais próprio a roupa branca com gravata azul? O azul não foi a revelação da Presença do SENHOR no povo da aliança no deserto? Esta santidade não é descrita com a cor do azul celeste?

– Já vi que V. é caído, não passa de caído e não entende Obra que muda o conceito de igreja. Nós somos raça superior, somos Obra revelada e temos a mensagem revelada para o mundo. A mensagem de hoje é o fio de escarlate que amarra o inimigo e derruba as colunas de Jericó para salvar Raabe, tipo da Obra revelada.

– Explica para a imprensa. Fermento na massa? Quê massa?

– O povo, ora. Eu governo o povo, como Moisés da Obra. O povo precisa de cabeça esperta, assim como Raabe precisava. O povo precisa do olho daquele que tudo vê. Esse olhar vermelho é o olhar do sangue. O povo quer sangue, quer vida. Pensa: você já viu povo sem cabeça? Sem sangue? O povo quer sangue. Já viu um povo sem o olho que tudo vê? Somos a cabeça da Obra, o mover da Obra, o sangue da Obra está no corpo e o olho diz para o tatu esperto, êpa! O olho esperto diz o que ossorrevelô: TÁ TUDO CERTO!!!

Enquanto ele esbraveja ouvi um barulho estranho, algo como pedras quebrando e o monumento se inclinou mais um pouco… Dei uma olhada e o fio escarlate estava esticando… de raiva.

– Peraí, comendoador homenageado. O senhor disse que fio de escarlate amarra o inimigo e derruba as colunas para salvar Raabe?

– Ao final dos primeiros quarenta anos de Obra revelada nós fomos atingidos por tempestades violentas, mas eu tenho a chance e a força de salvação da Obra. O louvor revelado diz: A salvação está no fio de escarlate. Seguindo o fio de escarlata veremos Maranata. Não sou homem de voltar atrás!!! A GAZETA e a Mescla que se danem!!! O Ministério Público e os retirantes que se danem. O fio de escarlate tá amarrando tudo e vai triunfar sobre os inimigos da Obra…

– Mas as tempestades não vieram por causa….

– Não me interrompa! Não me questione ou vai ser comido de bicho!!! Estou acima do Bem e do Mal. A menina se renova. Com o correr dos anos e com as forças adquiridas na experiência de Obra, trabalhei muito para entreter as pessoas, para a fama desta Obra que é o caminho para a eternidade. Morram os inimigos desta Obra. Nada vai impedir o crescimento desta menina maravilhosa, filha da grandeza desta Obra, a preferida de Salomão, rainha dos Céus. Aquela que tem o fio de escarlate na boca e clama pelo sangue.

Algo me intriga nessa coisa de desfile final do monarca pseudocarismático acreditando em fio de escarlate na boca da Sulamita que apenas pintava os lábios de vermelho. Este líder não mais fala coisa com coisa, não para de falar, embola menina com menino, filha com filho, igreja com partido, Davi com Jairo e fica um cruz com cruz credo. E ele continua:

– Essa cruz ai, cruz de católico idólatra nada significa pra mim. O meu antecessor deixou idolatria, deixou opressão. A Obra é a cruz, a passagem, a ponte, a pressão no pé da estátua de Daniel, o caminho, o fio de escarlate para eternidade. Quem segura o fio de escarlate não cai da Obra, solta o remo da nau e navega com fé na Obra.

– Fio de escarlate?! Mas isto não é aquele cordão como sinal com que a Raabe marcou a casa para que fosse salva por ocasião da investida dos hebreus contra Jericó por ocasião da conquista da terra? Nesse caso o cordão de escarlate indica a guerra literal.

– Você é do mundo e não entende a palavra revelada. Nós estamos em guerra. Esta Obra está em guerra. O fio de escarlata daquela prostituta garantiu a vitória. Na invasão de Jericó ruíram as duas colunas e Sansão morreu cego debaixo das mãos dos deuses dos filisteus. Sansão morreu caído e sem Obra. Caído da Obra fica cego e morre como Sansão, morre com Dalila, a igreja infiel. A eternidade começa com a Obra.

– Mas quando o ilustre homenageado fala de segurar no fio de escarlate para ser salvo fala heresia. Afinal, quem salva: o fio de escarlate ou Jesus? Salva de quê?

– Escuta, caído da Obra: quem quiser ficar cego como o caído Sansão, que fique. Ele caiu da Obra e ficou com Dalila, a igreja infiel. Quem quiser ficar debaixo das muralhas do templo de Jericó que fique sem o fio de escarlate. Mas o fio de escarlate está na boca de Raabe, a mulher-Obra. Cada mulher dessa Obra está protegida com o fio de escarlate. Cada mulher dessa Obra tem o fio de escarlate na boca. Só a Obra conhece esse segredo.

– Ah! Mensagem revelada é isso?! Entendi. O povo fica entretido com a enganação da linguagem do não pensamento; e depois as profetadas começam, do tipo ôshiribiai… meus servos… ai nai… minha igreja… shoubequei… estou presente… ai nai…. no vosso meio… ôshiribiei… e o meu anjo vai abrindo o caminho… ôshiribi ei ei ei… e amarrando o inimigo… ai nai... com o fio de escarlate…

– É isso, a mensagem revelada é confirmada com dons de revelação. Nessa Obra tem dons e o ministério desta Obra é superior aos dons. Aqui estamos para destacar a Obra do grande salvador da Pátria, esperança para a juventude. A Obra está crescendo a todo vapor. E tem mais: esta Obra é rica e nos enriquecemos com a Obra e ela está formando uma raça superior.

– Raça superior?!

Queremos que os jovens dessa Obra se casem dentro dessa Obra para que os filhos formem essa raça superior. Quem está na Obra está entretido com as riquezas da eternidade e este é o alvo para a juventude desta Obra. Quem sai desta Obra estava entre os nossos não era dos nossos e agora é cego, miserável e nu. Caiu como Sansão que morreu nos braços de Dalila, a igreja infiel. O caído e esse extirpado da Obra, assim com a gente corta unha encrava.

– Mas escute comendoador: as mulheres dessa Obra foram obrigadas a ensinar heresia às crianças. Fio para cá e fio pra lá, mais um poucochinho, mais um saracotear de saracura e o fio de escarlate de Jericó nada tem a ver com o Calvário. Nessa Obra aparece heresia pra tudo e tudo se despenca… Mas só esse ponto: o homenageado está dizendo que se enriqueceu nesta Obra?

– Nessa Obra…

Ouviu-se um estrondo, como da queda de muro ou parede. Estourou! A conversa não acabaria. O fio de escarlate não aguentou. A opressão do trombeteiro derrubou a Cruz Reverente e esmagou a imagem da pomba.

No momento o gedeltismo defende interesses inconfessáveis haja vista para matérias como Maranata: da fé à fraude. Neste Blog já denunciamos que alguns estão marcados para morrer.

O gedeltismo esta fazendo milhares de vítimas.

Os desvios e os fatos mostram que muita coisa está errada nesta igreja. Por acaso, manobras de marqueteiros podem curar as feridas da rainha desfigurada? Podem mascarar a dissimulada motivação do chefe religioso? Podem mascarar a instigação do ódio religioso? Podem mascarar a falta de transparência? Podem mascarar o caminho de Judas?

Maquiar a imagem da Maranata é missão impossível.

Os frutos de denúncias e confronto de ideias despertaram a atenção do Ministério Público e o desmonte pegou em cheio o monarca, como um murro no queixo nocauteia o oponente.

Nesse embolado em nenhum momento o comendador fez referência a Jesus, “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Apesar de falar de Bíblia, Céu e Jesus, a cruz do Calvário não tem lugar nessa Obra. Apesar de falar de dons e ministério, o Espírito de Cristo não tem lugar nessa Obra.

O espírito do gedeltismo estimula o crescimento do fanatismo instigado pelo ódio religioso. Isto é muito perigoso e clama pela intervenção do Ministério Público.

O gedeltismo conseguiu um feito notável: fazer a ICM-OBRA andar na contramão da História. A heresia icemita é um desastre! Fruto de distorção das Escrituras, falso profetismo, farisaísmo icemítico, linguagem do não-pensamento e revelagens. Teologismo!

O monarca está nu e nem lava os pés. Do palácio da rainha desfigurada ele conseguiu impor o deus dele: ensinou heresias, forçou a barra com demandas judiciais, impôs negócios nebulosos, manipulou com o voto de cabresto, instigou o ódio religioso, passeou no desfile final e desapareceu nas sombras do vitupério.

Que tombo!

O simbolismo da cruz foi apropriado pelo cristianismo, enriquecendo e condensando nessa imagem o indescritível sofrimento do Cordeiro de Deus, Jesus, o nosso amado Salvador. O indescritível sofrimento exla a justiça de Deus em Cristo, garante a ressurreição física de Jesus, o derramar do Espírito de Cristo Jesus a partir do Pentecostes e a consumação de todas as coisas.

Mas a realidade do Evangelho fica distorcida com a Cruz Reverente, assim como o gedeltismo distorce a ética cristã, espalha a enganação e instiga a morte para a morte. Ao rigor dos fatos o gedeltismo nega a Cruz do Calvário. Ele quer outro sacrifício em oferta ao deus que ele criou para si mesmo. Esta foi a sua escolha e quem o segue está nesta cumplicidade com o erro.

A cruz do Calvário é a inclemência, a isenção da Justiça, o espanto, o horror, o ódio ao pecado.

A cruz do Calvário é o altar do sacrifício, a escolha irresistível para a expiação do pecado.

A cruz do Calvário é a dor que não consigo suportar é o sangue que não tenho para me livrar da condenação e o meu sangue a ninguém livra da lei do pecado e da lei da morte.

A cruz do Calvário JAMAIS se inclina. Ela aterroriza.

A cruz do Calvário é muda e surda. Ela condena!

A cruz do Calvário sentencia. Ela esmaga e espanta e pesa.

Então, alguém atordoado grita:

Quem me livrará do corpo desta morte?

Mediante a fé em Jesus respondo:

Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.

Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte.

Paz.

NOTAS:

Aqui não existe espaço para calunias e difamações.

Cópias permitidas, desde que não sejam para fins comerciais e indicadas a autoria e a fonte com o link http://cavaleiroveloz.com.br/index.php/2013/03/o-fio-de-escarlate-nao-aguentou/

Deixo claro que escrever em CAIXA ALTA é deselegante.

Matérias da Mídia:

Pastor usou ‘visão’ para justificar desvio

Envolvido em compras foi preso pela federal

R$ 1,8 milhão doados por deputados à igreja

Igreja contratou sobrinho de presidente

Maranata: “uma igreja que surgiu da luta pelo poder”

Maranata pagou R$ 941 mil em materiais nunca entregues

Milhões arrecadados e livres de fiscalização Maranata: líder da igreja é investigado

Suspeita de crimes federais serão investigados