Certos hinos marcam.

Comunicam bênçãos eternas. Dá prazer em cantar e em ouvir o povo de Deus exaltando o Nome Preciso e acima de todos os nomes, nos Céus e na Terra. Eles anunciam o “evangelho da graça de Deus” (At. 20.24).

Com o desejo de ampliar o conteúdo do BLOG CAVALEIRO VELOZ, dediquei atenção ao belíssimo hino Come, Thou Fount of Every Blessing. Fazia tempo que o ouvi pela primeira vez, apenas orquestrado. Mas o nome do hino falou ao meu coração, e me dizia do apelo do letrista buscando a Fonte de Toda Bênção. Neste contexto o imaginei cristão fervoroso, conhecendo em Deus o Único capaz de nos suprir de todas as bênçãos espirituais em Cristo Jesus.

Deste hino aparecem cinco estrofes em http://nethymnal.org/htm/c/o/comethou.htm

Em The Voice of Thanksgiving, Number Five, n. 17 (Moody Press, 1946) aparecem as estrofes que apresento a seguir. Letra de Robert Robinson (1735-1790) e Música de John Wyeth (1770-1858). Mas existem diferenças no conteúdo das versões para o português no Cantor Cristão, n. 132, 14ª. Tiragem, 1963; e no Hinário Para o Culto Cristão, n. 17, 1ª. Ed., 1992. Na WIKIPEDIA aparecem outras versões. Nos EUA a melodia é conhecida pelo nome de NETTLETON.

1 Come, Thou Fount of every blessing, Tune my heart to sing Thy grace;
Streams of mercy, never ceasing, Call for songs of loudest praise.
Teach me some melodious sonnet,  Sung by flaming tongues above.
Praise the Mount! I’m fixed upon it,  Mount of God’s redeeming love.
2

Here I raise mine Ebenezer; Hither by Thy help I’m come;
And I hope, by Thy good pleasure, Safely to arrive at home.
Jesus sought me when a stranger, Wandering from the fold of God;
He, to rescue me from danger, Interposed His precious blood.
3

O to grace how great a debtor Daily I’m constrained to be!
Let that grace now like a fetter, Bind my wandering heart to Thee.

Prone to wander, Lord, I feel it, Prone to leave the God I love;
Here’s my heart, O take and seal it,  Seal it for Thy courts above.

Então, apresento-lhes Come, Thou Fount of Every Blessing como se encontra e BryonDavis

[ http://www.youtube.com/watch?v=mUhU0HgTq94&feature=related ]

Não teria melhores condições de comentar a fraseologia e teologia na construção deste belo poema que proclama grandeza da salvação que nos foi oferecida. Portanto, acompanho o texto de EDUARDO MANO que, agradecidamente, transcrevo.

História e Conteúdo Teológico do Hino Fonte És Tu de Toda Benção

http://merocristianismo.blogspot.com/2006/11/histria-e-contedo-teolgico-do-hino.html

Recentemente inclui no repertório de minha banda o hino “Fonte És Tu de Toda Benção”. Tendo crescido em uma Igreja Batista tradicional, os hinos têm cercado toda minha vida. Quando recém-nascido, meus pais e minha avó materna, ao tentar me fazer dormir (ênfase no tentar), cantavam os hinos do Cantor Cristão até que eu pegasse no sono – o que demorava um bocado.

Ao contrário da maioria das pessoas de minha geração, eu preciso dizer que os hinos me enriquecem muito mais do que os cânticos, espiritualmente falando. A riqueza teológica encontrada na maioria deles é abundante e excelente para nos trazer discernimento e direção.

Voltando ao assunto, começamos a tocar esse hino em nossas ministrações, e como ele deve ser uma constante (junto a outros hinos) em nosso repertório, gostaria de trazer um pouco de conhecimento aos irmãos, contando a história do autor, Robert Robinson, e falando da teologia que encontramos em suas linhas.

Robert Robinson

Robert Robinson nasceu na Inglaterra, no dia 27 de setembro de 1735. Perdeu seu pai ainda muito jovem. Embora sua mãe tenha sofrido muito com a perda do marido, principalmente dada a situação econômica da família, a história a tem como uma mulher de Deus que não se deixava abater pela situação.

Sua mãe tinha o desejo de que ele se tornasse um ministro da Igreja da Inglaterra, mas não havia como manter seus estudos. Com isso, ele foi matriculado em um curso de barbearia, para que aprendesse o ofício. O barbeiro mestre logo percebeu que o rapaz levava mais jeito para a leitura do que para as tesouras e navalhas.

Aos 17 anos, Robinson assistiu a um culto onde George Whitefield, famoso avivalista inglês, pregava, e a mensagem, baseada em Mateus 3:7 deixaria profundas marcas nele. Até os 20 aos, ele andou em tristeza e escuridão, mas então encontrou a paz, e escreveu contando tal relato ao Rev. Whitefield.

Após isso, ele passou a freqüentar igreja Metodista Calvinista, mas logo transferiu-se para uma congregação independente, onde iniciaria seu ministério como pregador. Depois de um tempo, aceitou o convite de uma Igreja Batista para ser seu pregador, e nesta Igreja trabalhou até perto de sua morte. Durante seu ministério, além dos hinos que compôs, escreveu tratados teológicos, livros e uma história dos batistas na Inglaterra. Morreu precocemente, aos 55 anos, no dia 9 de junho de 1790, mesmo ano em que se aposentou.

Inclinado a abandonar a Deus

A vida de Robinson não terminou da maneira como nós esperaríamos de alguém tão envolvido com a causa do evangelho. Nos anos finais de sua vida, envolveu-se com os unitarianos (seita herética que não crê na doutrina da trindade, negando a divindade de Cristo). Conta-se que, idoso, trabalhava como cocheiro na Inglaterra e levava uma dama que estava compenetrada na leitura de um hinário. Buscando encorajá-lo, ela perguntou o que ele achava do hino que ela estava murmurando (sendo este o hino Fonte És Tu de Toda Benção). Então, Robinson, em pranto, disse a ela: “Madame, eu sou o pobre e infeliz homem que escreveu este hino há muitos anos atrás, e eu daria mil mundos, se os tivesse, para desfrutar dos sentimentos que um dia tive”.

A Teologia do Hino – Original em Inglês

Sendo um dos mais lindos hinos da hinódia protestante, “Come Thou Fount of Every Blessing” (título original em inglês) foi escrito por Robinson aos 22 anos de idade, em 1758, como um poema que encerrava uma de suas mensagens. As três estrofes do hino são uma grande exaltação a Deus (1º estrofe), submissão à soberania de Cristo e reconhecimento de Sua fidelidade e amor (2ª estrofe) e uma confissão de arrependimento e uma busca pela presença de Cristo (3ª estrofe).

Abordemos cada uma das estrofes individualmente, com sua devida tradução:

(1) Come, Thou Fount of every blessing, tune my heart to sing Thy grace;
(2) Streams of mercy, never ceasing, call for songs of loudest praise
(3) Teach me some melodious sonnet, sung by flaming tongues above.
(4) Praise the Mount! I’m fixed upon it, Mount of God’s unchanging love.

1 – Vinde, Fonte de toda benção, afina meu coração para que eu cante de Tua graça – O autor afirma (como têm afirmado toda a Ortodoxia Cristã) que Deus é o único provedor de bênçãos. Quando Paulo diz, em Romanos 11:36, que “Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas”, podemos dizer que só alguém que detêm tudo pode ser a fonte de algo – no caso, as bênçãos.

O pedido feito na frase é que Deus venha e mude seu coração (que o afine, como se afina um instrumento musical) para que assim ele possa cantar da graça de Deus da melhor forma possível, uma vez que o coração humano, maculado pelo pecado, não tem condições de cantar corretamente acerca de tal graça.

2 – Córregos de misericórdia, que nunca se esvaem, pedem canções de louvor jubilosas – A graça e misericórdia de Deus nos alcançaram sendo nós ainda pecadores, e mais ainda, sem que nem mesmo tenhamos nascido. A consciência deste fato nos leva a uma profunda reverência e sentimento de gratidão, que nos levam a exaltá-Lo e cantar de Sua provisão. Há uma clara ênfase no fato de que existe júbilo e barulho (na utilização do termo loud, alto volume em inglês) nestas canções de louvor – fruto, certamente, de um coração intensamente grato.

3 – Ensina-me algum melodioso soneto, entoado por línguas flamejantes nos céus – O autor suplica a Deus que lhe ensine alguma das canções de louvor entoadas nos céus, o que significa que existe o desejo de louvar a adorar a Deus de maneira plena e perfeita, como acontece no céu. A referência às línguas de fogo, como descritas em Atos 2, no evento do Pentecostes, tem o intuito de dar caráter espiritual a este louvor.

4 – Louvado seja o monte! Estou nele firme, o monte do amor imutável de Deus – Ao louvarmos um dos atributos de Deus, estamos louvando o próprio Deus. Deus é amor, justiça, graça, misericórdia e assim por diante. O autor afirma estar firmado no monte do amor imutável de Deus, pois definitivamente este á um lugar seguro para se estar, uma vez que este amor, além de imutável, é inabalável.

(5) Here I raise my Ebenezer; hither by Thy help I’m come;
(6) And I hope, by Thy good pleasure, safely to arrive at home.
(7) Jesus sought me when a stranger, wandering from the fold of God;
(8) He, to rescue me from danger, interposed His precious blood.

5 – Aqui ergo meu Ebenézer, até aqui Tu me ajudastes a chegar – A palavra Ebenézer, em hebraico, significa pedra de salvação (altar memorial à salvação), e é uma referência a 1º Samuel 7:12, onde lemos: “Então Samuel tomou uma pedra, e a pôs entre Mizpá e Sem, e lhe chamou Ebenézer; e disse: Até aqui nos ajudou o Senhor.” O autor diz que levanta um altar, pois é grato a Deus pela Salvação que Ele proporcionou através do resgate pago por Cristo.

6 – E espero, por Teu bom prazer, chegar seguro ao lar – A esperança do cristão é ir para o céu, seu lar junto a Deus. Essa esperança é baseada em Cristo e na eficaz salvação que Ele proporciona. O autor diz que espera chegar ao céu se assim for o bom prazer de Deus, ou seja, ele está plenamente entregue à soberania do Senhor.

7 e 8 – Jesus me procurou sendo eu um estranho, vagando longe do aprisco de Deus / Ele, para salvar-me do perigo, interpôs com Seu precioso sangue – “Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós.” (Romanos 5:8). Não há em nós mérito para que sejamos salvos. Jesus, como o Bom Pastor da parábola das 99 ovelhas (Lucas 15:4-10), nos busca nos lugares mais remotos e escuros, pois convém que assim sejamos resgatados para que os eternos propósitos de Deus se cumpram. A única forma de estarmos plenamente limpos e seguros é que Ele nos lave de nossas impurezas, através de Seu precioso sangue. Quando o autor sugere que Cristo interpôs com Seu sangue, diz exatamente que Ele agiu como mediador junto ao Pai, resgatando-nos das garras do diabo.

(9) O to grace how great a debtor daily I’m constrained to be!
(10) Let that grace now like a fetter, bind my wandering heart to Thee.
(11) Prone to wander, Lord, I feel it, prone to leave the God I love;
(12) Here’s my heart, O take and seal it, seal it for Thy courts above.

9 – Diariamente, sou constrangido a ser devedor a esta graça – A Salvação provida por Deus, embora gratuita, requer que nos tornemos responsáveis. Ao dizer que somos devedores à graça de Deus, o autor acertadamente afirma que pagaria tal dívida através da observância da palavra de Deus e de Suas ordenanças – uma pena que Robinson, no final de sua vida, tenha deixado tais verdades tornarem-se mentiras em seus lábios. Mas glória a Deus, pois assim aprouve o Soberano. Somos constrangidos a sermos devedores justamente pela abundancia da graça – algo inimaginável a nós, perdidos pecadores.

10 – Que esta graça, como uma algema, prenda meu coração desgarrado a Ti – A idéia do autor é dizer que somos cativos a Deus, através do sacrifício redentor de Cristo na Cruz. A teologia reformada ensina que a graça de Deus é irresistível e que a salvação oferecida por Deus é eterna. Talvez a imagem de um par de algemas seja a ideal, uma vez que apenas quem mantém alguém cativo detém a chave para abri-la novamente – e no caso de Deus, Ele não irá abrir a algema de ninguém que mantenha cativo.

11 – Inclinado a desgarrar-me, Senhor, inclinado a deixar o Deus que amo – Entendo que esta seja a mais autobiográfica das frases do hino escrito por Robert Robinson. Os historiadores contam que as transições de igrejas que fez ao longo de sua vida demonstram seu caráter instável, e já sabemos que ao final da vida ele de fato deixou o Deus que um dia amou. A grande questão é, não somos todos nós assim? A Bíblia nos ensina que não há um justo sequer (Romanos 3:10), e que todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus (Romanos 3:22-23). A condição que afetava Robinson é a que nos afeta hoje, somos como que “santos pecadores”.

12 – Eis meu coração, ó, toma-o e sele-o, sele-o para Tuas cortes celestiais – Um pecador contrito, na presença de Cristo, tende a oferecê-lo seu bem mais precioso, entendendo que nada mais faz sentido sem Cristo. Esse bem é a vida. Na Cruz, quando nosso Senhor estava sendo preso, havia ao seu lado um ladrão que reconhecia que em Cristo não havia erro condenável, e que Ele era inocente de sua acusação. Reconhecendo que Cristo era Deus (Lucas 23:40), pediu que Cristo, quando entrasse em Seu reino, lembrasse dele. Esse ladrão pediu ao Senhor que lembrasse de sua vida pois entendia que naquele momento, ninguém mais se importaria com ele, a não ser o próprio Deus.

Quando o autor diz que quer ter seu coração selado para as cortes celestiais é por entender que apenas naquele lugar seu coração estará livre de tentações e da maldade. Pedindo que Deus feche nosso coração estando nós no mundo, pedimos que Ele o tranque de forma que a maldade do mundo não o tome, e que ele seja para sempre cativo de Deus.

A Tradução para o Português

“Fonte és Tu de Toda Benção” foi traduzido para o português no ano de 1881 pelo Reverendo Justus Henry Nelson (1849–1931), que também traduziu e compôs outros hinos, entre eles: “Cantai que o Salvador Chegou” (HCC 106, tradução), “Mas Eu Sei em Quem Tenho Crido” (HCC 447, tradução) e “Meu Deus Proverá” (HCC 349, composição). O Reverendo Justus foi um homem muito importante para o crescimento evangélico no país, tendo plantado inúmeras Igrejas Metodistas no norte e nordeste do País.

Como é de se esperar, há diferenças entre o conteúdo do original em Inglês e a versão em português. Para que seja mantida a métrica e a forma estrutural do hino, não há como fazer uma tradução estrita, palavra por palavra.

Eis a letra em português, e em seguida, uma análise das frases com maior diferença de conteúdo entre o original e a versão.

(1) Fonte és Tu de toda bênção, vem o canto me inspirar
(2) A misericórdia Tua quero em alto som louvar
(3) Ó ensina o novo canto dos remidos lá nos céus
(4) Ao Teu servo e ao povo santo, p’ra louvarmos-Te, Bom Deus

(5) Cá meu Ebenézer ergo, pois Jesus me socorreu;
(6) E, por Sua graça, espero transportar-me para o céu.
(7) Eu, perdido, procurou-me, longe do meu Deus, sem luz;
(8) Maculado e vil, lavou-me com Seu sangue o bom Jesus.

(9) Devedor à Tua Graça cada dia e hora sou
(10) Teu cuidado sempre faça com que eu ame a Ti, Senhor
(11) O meu ser é vacilante, toma-o, prende-o com amor
(12) Para que eu a todo instante glorifique a Ti, Senhor

Em 1, ao pedir que Deus inspire o canto, é uma forma de afirmar que nada vale a pena ser cantado, a não ser a Glória e Beleza de Deus, mas mesmo assim, esse canto a Deus precisa ser feito de maneira reverente e plena. Em 2 e 3 há uma idéia de continuidade nas frases que não é vista no original em Inglês. Não há a referência ao Monte do Amor de Deus. Antes, ao dizer tais frases o tradutor pede para que o Senhor leve Seu povo e Seu servo a um louvor uníssono, com coração reto. Por isso a referência aos remidos nos céus – uma vez que eles já tiveram suas vestes lavadas no sangue do Cordeiro e estão para sempre no gozo do Senhor.

A segunda estrofe (versos 5 a 8) é bem semelhante em conteúdo ao trecho original, distinguindo-se apenas na última frase, quando em português, há uma referência muito bem feita e adequada ao nosso estado de imundície antes de sermos remidos no Sangue de Cristo.

Já na última estrofe, as diferenças são as seguintes: em 10, somos lembrados da parábola do Bom Pastor, então temos a referência de que o amor que sentimos por Deus só é possível por ter Ele nos amado primeiro. Sendo assim, se permanecemos amando ao Senhor, é unicamente pelo cuidado que Ele tem conosco. Em 11 e 12, vemos que o homem é inclinado ao pecado. Esta verdade é sustentada biblicamente, e também é sustentada pelos pais da Igreja e pelos teólogos ortodoxos. O que nós queremos é o mal, ou como o Apóstolo Paulo bem disse, em Romanos 7:18, “não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico.” Mais uma vez, a dependência na soberania de Deus nos leva a crer que nada podemos fazer por nossas próprias forças, e assim, o autor confia que Deus há de prendê-lo e tomá-lo de forma eficaz, para que assim, toda sua vida seja em louvor a Deus.

Uma exortação

A vida de Robert Robinson, bem como seu hino, são um atestado e exortação a todos nós cristãos modernos. Há ventos de doutrina, prazeres e correntes prontos a nos arrastar para a escuridão, mas uma vida fundamentada na Soberania de Deus, irá prevalecer, assim como a casa que é construída sobre a Rocha.

Robinson não foi o primeiro exemplo de um homem que deixou um legado importante para a história do Cristianismo mas que falhou em perseverar no Caminho. Infelizmente, podemos ter igual certeza de que ele não foi o último. Diariamente homens e mulheres de Deus são tentados a desviarem-se do Caminho da Cruz, e muitos o fazem. Essa é nossa natureza, nossa principal inclinação.

Que possamos meditar e nos regozijar na Salvação ofertada por Deus através de Cristo, e que este hino sirva para nosso crescimento espiritual.

Soli Deo Gloria!

Eduardo Mano

NOTAS:

Consulte a Categoria Cantai ao SENHOR.

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