A briga de duas familias presbiterianas havia deixado marcas no cenário de fundo da Obra revelada desde a eternidade. Briga feia pelo poder religioso… mas a monarquia pseudocarismática conta outra história, como sempre, encrava em meias verdades.

Assim bradava o chefe icemita: A Casa de Davi está em guerra contra a Casa de Saul! E acreditávamos nesse brado de guerra ecoando pelo Maanaim com os costumeiros gloria-a-deus-e-aleluias… E a implosão começava pelas mãos do dominador do rebanho.

Blindagens jamais esconderiam as dissimulações que se seguiram. Interesses materiais e políticos estavam embutidos no projeto de salvação. Deste modo, a dominação quadragenária alimentava a hipocrisia e introjetava a doutrina revelada além da letra na mente dos valetes (escrevi valetes) da Obra.

A elite da ICM-PES encontrou na linguagem do não-pensamento a ardilosa justificativa para estender o seu domínio além da sede em Vila Velha – ES. À luz do Novo Testamento isto não se sustenta. Na Nova Aliança não existe mandamento determinando que a igreja de uma cidade domine a igreja de outras cidades; nem que obedeçam a um monarca e lhe prestem contas de dízimos e ofertas, diariamente. O santo e o profano se misturaram.

A ideologia (filosofia) de Obra estabeleceu normas religiosas e insistiu em determinar comportamentos, ou seja: cada icemita deve adquirir a mentalidade (c0nduta) de Obra. Com falas e jeitos icemitas facilmente percebidos até nos cultos proféticos eivados de falsas profecias e falsas revelações. O começo do fim. Que o digam aqueles crentes icemitas desesperados com os danos materiais e morais resultantes de avareza e estelionatos no episódio da pirâmides de containeres. Resultado do estelionato: cerca de 1.000 processos judiciais!

A mente formatada do icemita é receptiva a comandos ideológicos, discriminação e falsas profecias. Ele absorve a enganadora linguagem do não-pensamento. Alguns deles continuam  estupidamente motivados pelo ódio religioso como fruto maduro da Mensagem para Pastores 2007. Isto não nos causa admiração, pois o icemita-mor os instigou a amaldiçoar, caluniar, difamar, injúriar maldizer em defesa da Obra Maravilhosa. Algo como a menina dos olhos, a principal promessa do mestre-profeta continua:  a Igreja Fiel (leia-se: ICM-PES) será arrebatada ao ressoar da quarta trombeta, “num abrir e fechar de olhos”. Apesar de nada entender do Apocalipse, cada icemita formatado pela linguagem do não-pensamento exerce fé nesse mistério da Obra. Certamente, meias verdades são mentiras inteiras.

Aqui estão dois erros graves:

  1. Arredio e fazendo pouco caso dos que se dedicam ao exame das Escrituras,  como sempre, o chefe-doutrinador distorceu a criteriosa fraseologia paulina em 1 Corítios 15.52 e misturou-a com a ação do anjo em Apocalipse 8.5; e, com bem quis, espiritualizou a expressão “fogo do altar” como se fosse batismo com o Espírito Santo. Blasfêmia!
  2. Com ares de aparente inteligência colacionou fatos momentâneos da mídia para justificar os toques das três trombetas. Mergulhado nesta erronia, deremos que a montanha gemeu e pariu o rato. Não tenho outro modo de dizer: ele construiu o pior capítulo da HERESIA ICEMITA, onde a  doutrina da Tri-Unidade da Divindade é desmanchada. Simplesmente!

Como sempre, a hipocrisia das máscaras trocadas. Comprometidos em defesa de imagem, dentre os principais da elite da ICM-PES três pastores deram entrada em demandas judiciais no Fórum João Mendes – São Paulo – SP, contra o GOOGLE e YOUTUBE pretendendo retirada de vídeos. E se escondem atrás do nome MARANATA para se defenderem. Mas esta palavra não continua marca registrada de outra igreja? Maldade corajosa e dissimulada continua maldade. Sempre!

Eles continuam desfilando orgulhosos nos Seminários da Obra que mais parecem tapetes de vaidades. Mas de repente, alguns cristãos despertaram das drogas estupefacientes, começaram a examinar e a pensar de acordo com as Escrituras… e denunciaram os falsos mestres e falsos pastores. E, como se esperava, alguma coisa aconteceu na elite presbiteral.

Insatifeita com as denúncias que alimentavam comentários em blogs, comunidades de relacionamento e sites na Internet, a defesa da monarquia quadragenária elaborou o rolo compressor de 2007. Alvo especial: impedir o emprego da expressão MARANATA pelas comunidades orkutianas. Determinação do monarca: requerer ao magistrado ordem para deletar a Comunidade Ja Fui Um Maranata. Outros detalhes dessa atitude arbitrária e impensada e irrefletida do chefe religioso no artigo A CONSPIRAÇÃO .

Mas com fica a consciência desses demandantes? Afinal de contas: agiram mal em função da consciência desastrosa, herética e ruinosa; ou a consciência de obra revelada desde a eternidade passou a ser alvo dos crivos do Judiciário? Até então, a Obra é Mestra das mestras, diz o chefe icemita; mas de agora em diante o Estado-juiz é quem diz o certo e o errado?

O chefe icemita muito religioso lavou as mãos e entregou o destino da Obra revelada que veio da eternidade na mão do magistrado civil? O Estado-juiz é quem vai decidir se essa doutrina revelada deve sair de circulação? O Estado-juiz é quem vai dizer o Direito para a membresia? Que loucura!

 Conclusão

A monarquia pseudocarismátrica quadragenária hoje se gaba de dominar sobre milhares de unidades locais (artgs. 21,22,23 e 31 do E-ICM-PES). À custa de doutrina revelada além da letra. Ela se autoafirma diferenciada, detentora dos mistérios da Obra, dona de incalculável riqueza, incorruptível, inigualável, mestra da MESCLA e dotada de hierarquia muito organizada, resistente, santa e sólida…

Cara de beato, unhas de gato. A herança acumulada nesses quarenta anos de eclesiasticismo filosófico idealizado como excelente e superior às denominações, movimentos e religiões, apenas mostrou-se autodefensiva, avarenta, cobiçosa, dissimuladora de intenções, monárquica e pseudocarismática na prática. Afirma o mestre-mor: na Obra dinâmica a doutrina está além da letra, está na revelação, coisa que a Mescla não tem…

Impressionantemente, as revelações do deus-obra são camaleônicas. As cores mudam, as dissimulações escondem falcatruas e falsos dons. Coisas de fariseus icemitas acostumados a mentir para esconder a mentira, e repetir a mentira para não esquecer que mentiram. Diante desses delírios de esquizofrenia religiosa o que fazer? O jeito é caiar paredes, para que ninguém perceba os vômitos da noite anterior.

O mais comum se ouve com as dissonâncias esquizofrênicas: Esta OBRA…, Fora desta OBRA…, Fundamentos da OBRA… OBRA Maravilhosa…, OBRA de Davi…, OBRA do Espírito…, OBRA filho único…, OBRA!… OBRA de valentes…, servos da OBRA… sou da OBRA…

Os que lá dentro continuam em silêncio se comprometeram com a mentira.

Se você ainda não põe o coração naquilo que faz, então não sabe quem você é; e deste modo nunca poderá entender o que significa seguir em frente, mesmo temendo os riscos.

Você não precisa concordar; mas nunca poderá dizer: NINGUÉM ME AVISOU.