A Escritura, divina em sua origem, não pode errar por ser, em sua inteireza, a revelação do Deus Todo-Poderoso e Verdadeiro.

As tentativas de adivinhação e especulações heréticas sobre o significado de porções difíceis das Escrituras sempre esbarram em dificuldades intransponíveis, que resultam em distorção da intenção do Espírito Santo, o Seu Autor original.

Ao redor do nome e do número da besta os argumentos mais ridículos se amontoam; e acredite quem quiser. Alguém já disse, que qualquer lista telefônica oferece infinitas soluções para este cálculo, dependendo do modo de agrupar os valores numéricos.

E daí? Aquele que quiser gastar neurônios em cálculos espetaculosos, que gaste. Neste assunto o ônus da prova será dele, mesmo porque estamos diante de algo a exigir inteligência e revelação sobrenaturais. Porquanto a Escritura declara (Ap. 13.18):

“Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis.”

E este número fez que vários religiosos deixassem de consumir produtos industrializados com medo de irem diretamente para o inferno.

Interessantemente, o icemita mestre-mor nunca nos deu a interpretação desse número. Por que?

Mas como ficamos diante desta profecia? Ora, com segurança posso afirmar que o número da besta é absolutamente e escatologicamente equivalente ao seu nome. Neste contexto, o Anticristo aparecerá no cenário internacional conforme o Eterno notificou ao apóstolo João (Ap. 6.1-2). O seu extraordinário poder satânico será revelado somente em ocasião própria (Ap. 13.1-10); ou seja:  na “grande [tamanha] tribulação” (Mc. 13.19-20; Mt. 24.21-22; Ap. 7.14). Esta ocasião ainda está no futuro.

Ora, a Escritura não é folha ou flor que desabrocha, e murcha, e seca. Ela permanece. Independentemente de questionamento e resposta humana, a inerrante Palavra do Deus Todo Poderoso está no rumo. O que não posso, de modo nenhum, é aceitar soluções que atentem numa diminuição da autoridade e inerrância das Escrituras Sagradas, sugerindo cálculos, contradições ou erros.

Portanto, até o momento da revelação da identidade desse filho do diabo, este assunto está fechado de mistério. Deste modo, a revelação de sua identidade permanecerá selada, propositalmente. Não pelo Anticristo; mas pelo Deus Eterno.

Portanto, ao que nos parece, a ocasião para o esclarecimento perfeito deste mistério ainda está no futuro. A interpretação desta profecia será fácil para os santos que estiverem vivendo na “grande [tamanha] tribulação”. Por conseguinte, não devemos ter maiores preocupações a respeito. Os santos da tribulação saberão identificá-lo precisamente.

Tenhamos em conta a profecia (2 Ts. 2.3-6):

“Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus.

Não vos recordais de que, ainda convosco, eu costumava dizer-vos estas coisas? E, agora, sabeis o que o detém, para que ele seja revelado somente em ocasião própria.”